sexta-feira, 30 de julho de 2010


Como Tirar o Melhor de sua Pedaleira É consenso que não existe um som tão puro como o de um amplificador valvulado com
uns pedais analógicos. O problema é que muitos querem vários timbres diferentes, e
poucos têm capital para ter uns 4 valvulados com uns 20 pedais. É aí que entram as
pedaleiras digitais.
As pedaleiras mais completas de hoje, como a Boss GT-8, a PodXT-Live e a Digitech
GNX-3000, quando bem reguladas, são capazes de prover um som extremamente
convincente, que passa facilmente despercebido e engana muita gente. Entretanto,
devido à quantidade de variáveis envolvidas – parâmetros e mais parâmetros –, não é
fácil regular um monstro desses. Os mais preguiçosos são os primeiros a jogar a
pedaleira de lado e dizer que "pedaleira não presta". Se você quer uma pedaleira, tem
que gostar de cutucar.
A partir de observações e experiências próprias e extensa leitura de material nos fóruns
especializados, posso dizer que cheguei a algumas conclusões que se aplicam a
qualquer pedaleira de grande porte.
Teste diferentes saídas de som. Se você programa sua pedaleira para o seu amp, é
pouco provável que ela soe bem em outro amp. Essa informação é completamente
óbvia, mas muitos esquecem na hora de levar seu equipamento pra ensaiar num
estúdio ou tocar num show. Em casa, ao regular sua pedaleira, teste o som em todas
as saídas possíveis: amplificador, fones de ouvido pequenos/grandes direto na
pedaleira, as caixinhas pequenas do computador com a pedaleira ligada na placa de
som, fones de ouvido pequenos/grandes no computador, o aparelho toca-discos do seu
pai que fica na sala, etc. Quanto mais você souber sobre o comportamento do seu
som, mais fácil vai ser criar os patches com uma espécie de "equalização coringa",
adaptável à situação onde você vai tocar.
3)Compreenda o fenômeno da acomodação auditiva. Quando estiver ouvindo música,
experimente colocar os médios no máximo e os agudos no mínimo. O som ficará
terrível, irritante, mas continue ouvindo assim. Passado algum tempo, você vai
"esquecer" e o som parecerá bom. Então ajuste os médios e agudos e, surpresa: o
som parecerá terrível e irritante de novo! Esse é o fenômeno da "acomodação
auditiva", natural do ouvido humano, que tende a se adaptar às freqüências recebidas.
Trazendo isso para o universo da regulagem de efeitos, é fácil deduzir que o efeito que
você começou a mexer agora vai soar diferente daqui a meia hora (mesmo com a
mesma regulagem), o que vai tornar a regulagem do patch irreal. Há vários relatos de
sujeitos que regulam o efeito à noite e depois vão dormir, e ao acordar no outro dia,
com os ouvidos descansados, o efeito soa diferente do que ele lembrava. Moral da
história: descanse os ouvidos de tempos em tempos para atenuar a acomodação
auditiva. Lembro de ter lido em algum lugar que o tempo médio para a acomodação de
freqüências do ouvido humano é de 45 minutos, em média. Assim, bole uma estratégia
onde você possa fazer determinadas experimentações, e regule sua pedaleira de forma
inteligente dentro de 45 minutos. Após isso, suas regulagens serão irreais. Então
descanse por mais 45 minutos, e depois volte. O difícil vai ser conter a ansiedade!
4)Patches da internet raramente vão funcionar bem. A não ser que o sujeito tenha
muita, muita sorte, ou seja pouco exigente. Ao baixar um patch, ouça-o com atenção e
compare-o, se possível, com um som gravado pelo autor do patch. É provável que você
perceba diferenças, nuances de equalização... ou mesmo que o patch soe como uma
completa porcaria. Assim, não pense em ter uma pedaleira porque existem muitos
patches na internet. Acostume-se a mexer nos patches que baixar, porque sua guitarra
e sua percepção são únicas.
Pedaleira recém saída da caixa vai soar ruim. A não ser que o sujeito tenha muita,
muita sorte, ou seja pouco exigente. Cada guitarra tem suas características, mesmo
guitarras de um mesmo modelo, e soam diferente. A pedaleira deve ser moldada para
a sua guitarra. Nunca um fabricante explicou o equipamento que ele usou para
programar os efeitos que já vêm de fábrica, que têm a finalidade somente de mostrar a
versatilidade da pedaleira, um "insight" do que ela é capaz de fazer. Isso implica num
fato desesperador: na hora de testar uma pedaleira na loja, todas podem lhe parecer
horríveis. É necessário que o sujeito tenha em mente que regular uma pedaleira
parruda é um trabalho demorado e delicado. Os mais exigentes às vezes nunca ficam
completamente satisfeitos. Assim, antes de ir testar uma pedaleira na loja, se informe

antes do que ela é capaz de fazer, e de como dar umas mexidas rápidas.
6) Entre numa comunidade especializada. Você vai descobrir coisas que jamais
imaginou, detalhes que fazem uma diferença enorme. Vai encontrar muita gente
frustrada e pensando em vender a pedaleira por não conseguir um bom som (talvez
como você?). E vai encontrar uns caras que tiram um som inimaginável, de te deixar de
boca aberta. Troque experiências, seja cordial com todos, e compartilhe os patches
que você programar. Existem vários casos onde um sujeito disponibiliza um patch, um
outro vem e o melhora, e o autor passa a usar essa nova versão melhorada, e melhora
mais ainda, e outro vem e... enfim, um ciclo positivo de evolução constante, várias
cabeças trabalhando num mesmo patch. A união faz a força.
7) Não existe "a melhor" pedaleira. Claro, referindo-me apenas aos modelos mais
parrudos – uma pedaleira de R$ 500 não vai bater uma de R$ 2000. Tendo seus
efeitos modelados por diferentes fabricantes que trabalham isolados uns dos outros,
cada pedaleira tem sua própria versão de um dado efeito. É como várias pessoas que
contam a mesma história: é a mesma história mas cada um conta do seu jeito. Assim,
diferentemente do que muitos pensam, a pedaleira X não tem os preamps melhores
que a pedaleira Y. Ora, todos os fabricantes sabem que o preamp é o carro-chefe, e
eles capricham nesse ponto. Obviamente existem diferenças, uma pedaleira pode soar
um pouco melhor que outra sob determinada regulagem... mas a diferença será
mínima, desde que ambas estejam bem reguladas.

Dessa forma, na hora de escolher
uma pedaleira, é fortemente aconselhável que o futuro dono dê uma lida nos manuais e
veja a abordagem de cada uma, e escolha a que melhor se adapte ao seu estilo de
"enxergar as coisas" – encare a opinião dos outros apenas como sugestões! Cada um
tem sua preferência, e a defenderá com unhas e dentes. Pode-se chegar aonde quiser
com qualquer pedaleira. Evite discussões tolas sobre "qual é a melhor".
Conclusão: Sou fã confesso de pedaleiras. Desde que comecei a tocar, elas sempre me
encantaram mais do que uma montoeira de analógicos. Assim, fica aqui minha humilde
contribuição para os que não têm grana para ter todo o equipamento analógico de que
precisariam, e sofrem madrugadas adentro por serem insuportavelmente chatos e
perfeccionistas com seus timbres.
Estão inclusos nesse grupo os OVERDRIVES, DISTORÇÃO, FUZZ e BOOST. O conceito dos efeitos de ganho/saturação é nada mais nada menos de volume sobre volume. Nos pedais que possuem esse efeito o sinal que recebem é amplificado até a saturação desse componente que o amplifica, ou seja, o sinal é aumentado tanto que satura. Existem milhões de pedais de distortion, overdrive, boost e fuzz, de marcas, modelos, nomes e recursos variados. Não é raro também encontrar unidades que ficam entre dois efeitos, sem muita definição do estilo da sonoridade, mas com timbres muito interessantes.

Também não é difícil encontrar equipamentos que tenha dois ou mais efeitos na mesma unidade. Outra febre que está rolando quanto aos efeito de saturação são os chamados SIMULAMPS, ou seja, simuladores de amplificadores que dispõe de sonoridades a escolha do usuário imitando os timbres de amplificadores clássicos. Nesse caso situarei os simulamps em distorção mas pode ser incluso em outros grupos. OVERDRIVE A intenção desse efeito é produzir a saturação leve e natural de um amplificador valvulado em volumes muito altos (como os primeiros amplificadores não tinham canal de distorção/drive, a saturação era tirada através da saturação natural das válvulas. Ainda no Overdrive temos uma ramificação de um efeito chamado CRUNCH, que nada mais é que um Overdrive com muito menos ganho, pode se considerar ainda um Boost com acréscimo de médios. O Crunch só dá “gás” no som acresciddo de um brilho.

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